Crítica I Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1

“If we burn, you burn with us”. O filme “Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1” estreou ontem nos cinemas e já está repercutindo em todo o mundo. Um dos lançamentos mais aguardados do ano, o filme dá continuidade à saga da garota Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence), que agora é o símbolo de uma rebelião contra o opressor Presidente Snow. Batizada de Tordo, ela vê as consequências dos seus atos no filme anterior (Jogos Vorazes: Em Chamas) virarem realidade.

O filme, dividido em duas partes, é uma adaptação do terceiro livro da trilogia Best-seller Jogos Vorazes, intitulado A Esperança (Mockingjay), que foi escrito pela autora Suzanne Collins. Tendo em base o livro para fazer uma avaliação do filme, não podemos contestar a alta qualidade da história que foi escrita na última parte da trilogia. Mesmo que comece um pouco monótono, vamos acompanhando aos poucos e entrando na história, no ritmo em que a autora quer. Com o filme, foi diferente. E esse foi o diferencial que todos queriam ver.

Somos apresentados ao Distrito 13, que foi “extinto” após uma revolta do povo. Temos a maioria das cenas situadas nesse território, o que ficou um pouco monótono no começo, assim como no livro. Uma carta na manga aconteceu quando adicionaram a personagem Effie (Elizabeth Banks) para aparecer no filme, sendo que neste livro ela é pouco vista. Ela foi uma das chaves principais do humor nessa primeira parte e sua aparição não foi forçada, pelo contrário, o mais espontâneo possível.

Uma coisa boa dessa mudança de cenário é que fomos apresentados a novos personagens. Cressida (Natalie Dormer), que é uma diretora de filmes refugiada no D13 e ajuda o pessoal com as gravações dos comerciais veiculados para divulgar para os outros distritos os passos que a rebelião está tomando, juntamente com sua equipe, foi uma das personagens mais aguardadas na telona. Também temos a Presidente Alma Coin (Julianne Moore), que é a comandante do D13. Aparenta ser uma pessoa boa, mas de início não confia em Katniss para comandar essa revolução.

A melhor atuação ficou por conta de Josh Hutcherson, que interpreta Peeta Mellark, sequestrado pela Capital após os jogos do Massacre Quaternário. Ele soube entrar de cabeça na sua personagem como ninguém. Não desmerecendo o trabalho dos outros atores, mas após a cena em que Peeta enforca Katniss, vemos o quão bom o ator é.

Para quem gosta de filmes com um teor de crítica política por trás, “Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1” é mais do que uma boa pedida. Temos cenas onde fica explícito as críticas para o governo e isso é bem desafiador e emocionante, fica bem declarado o quanto podemos tirar desse filme e levar para realidade. Além do mais, é uma distopia que nos faz refletir sobre o mundo atual.