Mostra competitiva – GO FILM FESTIVAL

Em um cantinho super aconchegante do Shopping Bougainville, foi nesse local, planejado com muito carinho, que aconteceu o 2º dia do GO FILM – 1º Goiânia Film Festival. Às 15:00 horas iniciou-se a oficina de preparação para atores com João Bosco Amaral. Logo em seguida às 16:00 horas começou a exibição dos curtas da mostra não competitiva. Ao todo 11 curtas de produtores goianos foram mostrados para o público que ali estava.

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As 17:00 horas começou a atração principal do festival, a exibição dos 23 curtas na mostra competitiva. O que mais impressionou foi a qualidade (que superou bastante as minhas expectativas) que a grande maioria desses trabalhos trouxe para os espectadores. Com um ar de muito profissionalismo, fomos agraciados com um show de imagens, som e roteiro. Como destaque, podemos observar o excelente trabalho de alguns diretores de fotografia, como por exemplo os goianos Mara Medeiros (Hiperbólicos Burgos)  e Rogério Paulo (Cidade Organoléptica) – que conseguiu um maravilhoso take feito no monumento do viaduto da avenida T-63 – o paulista Yago Rocha (Dona dos Ruídos) – que também deu um show na edição de som – e a soteropolitana Susan Kalik (Ainda te amo).

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A grande beleza dos curtas, é o grande leque de interpretações e conclusões que você pode chegar ao fim deles. Dizer que um curta-metragem tem apenas tem apenas um sentindo e  apenas uma interpretação “correta” é algo muito prepotente. É um enorme mar de possibilidades, dito isso, não me entra na cabeça quando algumas pessoas dizem “Não gosto de curtas, eu nunca consigo entendê-los”.

A qual conclusão você chegaria ao ouvir uma peça clássica tocada ao som de um violino, enquanto um homem, em um universo sem cores, corre desesperadamente por um beco, e paralelamente uma taça se enche, com um vinho cor de sangue, até derramar?  É isso que acontece em “É Sempre Tarde” de Raniel Xavier (aliás meus parabéns ao Diretor de Fotografia Rafael Higa). Ao fim, uma interrogação se forma, uma pergunta fica no ar, deixando a cargo do espectador interpretar as suas possíveis aplicações no cotidiano.
Carolina Arbex, também fez bonito na edição de fotografia de  “Migalhas do Teu Tempo” dirigido por Felipe Ferracioli, que também traz uma trama com um vasto leque de possibilidades ao final.

Muitos dos trabalhos apresentados tratavam de temas muito atuais, como “Repulsa” de Daniel Torres, que mostrava um pouco da desvalorização da mulher e a tão falada cultura do estupro. Outros são instigantes e te deixam com uma pulga atrás da orelha como acontece em “Regozijo” de Ricardo Soares, enquanto uns  tem roteiros bem interessantes e amarrados como apresentado em “Aurora, o que foi que você fez?” de Aline Wilik, Douglas Oliveira e Lucas Barbosa.

Meu favorito com toda certeza foi “O que é” do gaúcho Nathan Azeredo e do pernambucano Mário Cardona. A simplicidade do roteiro, aliada a um excelente jogo de câmeras e elementos muito bonitos (bocas, olhos e vozes) foi o suficiente para me conquistar.  Ao fim da exibição, cada um presente ali recebeu uma cédula para voltar em seu curta favorito. O resultado da votação do público e do júri será revelado hoje (01/06/16) às 20:00 horas na sala 5 do cinema Lumiére.

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Continuando com os elogios, agora os faço a organização do GO FILM, parabéns pela iniciativa maravilhosa, por estarem sempre prontos e capazes, parabéns por saberem contornar os pequenos contratempos e as adversidades, parabéns principalmente pela vontade, pela coragem em trazer um conceito de festival tão  diferente e inovador para a nossa cidade. Esperamos que mais edições aconteçam nos anos seguintes e que sejam tão bem sucedidas como essa foi!

Comments

    Rafael Higa

    (June 2, 2016 - 7:12 am)

    Bom dia,
    Em primeiro lugar eu gostaria de parabeniza-los pelo texto. Toda a análise que fizeram dos trabalhos apresentados. só gostaria q se possível arrumem o nome do diretor de fotografia do ” É sempre tarde”
    É Rafael Higa.
    Grato!

    Adilson Ribeiro

    (June 2, 2016 - 9:29 am)

    Olá Rafael,

    Agradecemos pelo comentário e já corrigimos o nome. Aliás, fazemos questão de deixar registrado nosso elogio ao seu fantástico trabalho em “É sempre tarde”.
    Um grande abraço

    Equipe A Hora do Filme

    Carolina Arbex

    (June 2, 2016 - 3:04 pm)

    Boa tarde, Adilson! Muito obrigada pelo reconhecimento. Apenas solicito, que se possível, corriga meu nome na matéria. É Carolina Arbex e não Albeck.

    Muito Obrigada, “A Hora do Filme”.

    Adilson Ribeiro

    (June 2, 2016 - 3:46 pm)

    Olá Carolina!
    Parabéns pelo seu excelente trabalho, que foi de fato muito impressionante. Corrigimos o seu nome.

    Um grande abraço,

    Equipe A Hora do Filme

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