Especial Oscar: A Teoria de Tudo

Fala galera, tudo bem com vocês?

Como vocês devem estar sabendo, domingo (22) nós teremos a premiação mais importante e badalada quando falamos de cinema, o Oscar. E para nós não ficarmos de fora da festa, publicaremos para vocês uma série de posts com as críticas dos longas indicados a melhor filme aqui no A Hora do Filme.

Vamos começar então falando de “A Teoria de Tudo“. O Filme é uma adaptação da biografia de Stephen Hawking escrita por Jane Hawking, sua ex-mulher. O longa poderia ser apenas mais um filme chato contando a história de um cientista importante, mas eles adicionaram o elemento mágico do romance, o que fez o filme ficar um tanto mais interessante. Não que a história de Stephen Hawking seja uma história chata, mas acho que sem o toque de romance, o longa seria apenas mais um drama como outro qualquer.

Abaixo segue a sinopse oficial:

O filme mostra como o jovem astrofísico (Eddie Redmayne) fez descobertas importantes sobre o tempo, além de retratar o seu romance com a aluna de Cambridge Jane Wide (Felicity Jones) e a descoberta de uma doença motora degenerativa, quando ele tinha apenas 21 anos.

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Agora eu quero ressaltar alguns pontos maravilhosos que podemos encontrar neste filme.

Primeiro, gostaria de falar sobre a fotografia do filme. SENHOR! Que fotografia maravilhosa e extremamente rica! Por alguns momentos me senti transportado para o Reino Unido!  Benoît Delhomme, o diretor de fotografia do filme, merece minhas palmas, todos os cumprimentos do mundo e por que não um Oscar?

Não posso, não devo, deixar de falar da impecável e perfeita atuação de Eddie Redmayne. Eu não estou tentando aqui encher a bola do ator, mas a eu consegui ver nos olhos dele, a dedicação e o amor pela profissão. Ele deu atenção a cada detalhe, até mesmo a aquele detalhe pequeno que passa desapercebido aos olhos da maioria das pessoas, mas foram esses pequenos detalhes, esse amor e dedicação que fizeram TODA a diferença na sua atuação. A interpretação de Redmayne chegou a um nível tão extremo que em certos momentos eu não consegui reconhecê-lo , e em outros pensei que se tratava do próprio Hawking em cena.

Eu não me canso de falar da atuação de Redmayne, e poderia citar aqui para vocês vários momentos em que fiquei de queixo caido, e que minha emoção com a atuação dele era tão grande que eu tinha vontade de chorar. Mas escolhi um em especial, que se passa logo após o momento em que Stephen tem a doença diagnosticada e está em uma banheira, de costas para a câmera. Mais uma vez eu falo da fotografia dessa cena, impecável, algo para os olhos deleitare!. Redmayne não diz uma palavra se quer nessa sequência, mas seu olhar para sua mão, sua linguagem corporal … Nenhuma palavra se quer foi necessária para que quem está ali assistindo sinta a angústia e perturbação que o personagem está sentindo. Magnífico, fantástico, quase me levantei da poltrona no cinema e bati palmas!

Muitos dizem que academia premia os atores que fazem grandes mudanças físicas, como emagrecer ou engordar de mais, ou um ator bonito ficar feio, mas aqui, quando falamos de Redmayne, não se trata de mudança de peso ou ficar feio, nós estamos falando de dedicação. Redmayne precisou estudar e conviver bastante com pessoas que são portadoras de esclerose lateral amiotrófica (conhecida como ALS em inglês ou ELA em português), além disso precisou entender como a doença foi gradativamente afetando Hawking, precisou entender cada estágio, cada músculo afetado pelo doença, para que sua interpretação tivesse continuidade. Eddy Redmayne não merece um Oscar pelas mudanças corporais que fez, pelo desconforto que passou, ele merece o Oscar sim, mas é pelo seus grandioso talento.

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> (SPOILER ALERT)<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<

O enredo do filme é um pouco previsível, aquela típica história de que o amor supera tudo, mas no fim o amor não foi tão forte para superar uma doença tão forte. Nós estamos falando de Jane? Sim, estamos falando de Jane! Desde o momento em que ela decide se casar com Stephan, eu já sabia (mesmo nunca tendo lido nada da vida pessoal de Hawking, além de suas teorias) que o amor dos dois não seria suficiente pra manter aquele casamento. Mas quem é que pode atirar a primeira pedra em Jane? Arrisco me a dizer que ninguém. Um romance que termina em um divórcio, diferente não? Porém é um romance que termina em divórcio, que na vida real pode até ter sido sem graça, mas nas telonas, me arrancou lágrimas. Além do mais, muitos tem dito que Jane foi essencial para Hawking ser quem ele é hoje, que ela foi a motivação de ele ter se empenhado tanto e por fim que ela é a perfeita definição da “mulher atrás de um grande homem”. Concordo com tudo, mas faria apenas uma modificação, Jane foi (digo foi, pelo fato de hoje eles serem apenas bons amigos) uma grande mulher ao lado de um grande homem.

Se eu recomendo que vocês assistam A Teoria de Tudo? É sério isso? Sai da frente desse computador agora e pare no primeiro cinema que estiver no seu caminho e tenha o prazer de assistir A Teoria de Tudo.

 

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