Especial Oscar: Sniper Americano

Mais uma cinebiografia, Sniper Americano é um filme que fala sobre a vida do atirador de elite mais letal  dos Estados Unidos.

Segue a Sinopse oficial

Adaptado do livro American Sniper: The Autobiography of the Most Lethal Sniper in U.S. Militar History, este filme conta a história real de Chris Kyle (Bradley Cooper), um atirador de elite das forças especiais da marinha americana. Durante cerca de dez anos, ele matou mais de 150 pessoas, tendo recebido diversas condecorações por sua atuação.

American Sniper (Título Original) é mais do que um filme sobre guerra, é um filme sobre cicatrizes. O longa retrata bem a questão de que as pessoas que vão à guerra jamais voltam ao ser como eram antes de presenciar tudo que acontece nos conflitos com o inimigo. A atuação de Bradley Cooper é fantástica e faz com que nós nos “afeiçoemos” de certa forma a figura de Chris Kyle. Apertar ou não gatilho? Devo ser considerado um herói por tirar a vida de outras pessoas? A dificuldade de voltar a ter uma vida normal devido as cicatrizes da guerra. Toda a perturbação, angústia e a dúvida que fazem parte do personagem, são mesmo que momentaneamente transferidas ao espectador que tenta se colocar no lugar de Kyle. Vale lembrar que essa é terceiro ano consecutivo que Cooper é indicado em uma categoria de atuação do Oscar.

A  direção de Clint Eastwood continua formidável como sempre. Mesmo que um pouco clichê, uma vez que o filme é repleto de patriotismo, que parte da premissa que o americano é o herói e o alvo inimigo sempre é o vilão, o longa não deixa de ser instigante, A fotografia (Mesmo com a polêmica cena da boneca que deveria ser uma bebê, e que precisou de ajuda da equipe de efeitos especiais para se mexer) e a trilha sonora também são bem interessantes e contribuem bastante para o clima de tensão do filme.

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Não sei se Sniper Americano atrairá tanto a atenção do público brasileiro como atraiu o público americano, visto que felizmente essa realidade de guerra e cicatrizes não são tão presentes em nosso cotidiano, mas se você pretende ir aos cinemas para assisti-lo, prepare-se para perder o fôlego algumas tantas vezes, pois a “tensão está na mira” (Desculpem me o trocadilho).

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