Crítica I Muck (2015)

Chega as telas mais um filme de terror onde um grupo de adolescentes vulneráveis vão parar em um lugar desconhecido e começam a serem perseguidos por estranhos habitantes do local. Mas o grande problema de “Muck” não são os clichês que já foram estabelecidos à décadas, e sim o uso pobre destes elementos que tornam este filme em mais um Terror esquecível desta década.

Sinopse do filme:

Um grupo de amigos que estavam à caminho de Tennessee passam por um desvio no caminho e se perdem, buscando refúgio em uma casa aparentemente esquecida. Enquanto um dos jovens sai em busca de ajuda, o restante permanece no local, desconhecendo os perigos que habitam por ali.

A premissa desse longa lembra muito os filmes de horror dos anos 80, mais precisamente as franquias Jason Voorhees, Freddy Krueger e Michael Myers. Partindo do princípio que “Muck” não é nada original, o que um fã desse gênero espera é que os melhores elementos desses filmes sejam usados de maneira competente aqui. Infelizmente não é o que acontece.

Nos anos 80, os filmes do Jason possuíam poucos recursos e ainda assim tinham mortes espetaculares. Em 2015, o mínimo que se exige são mortes decentes, e não é o que ocorre aqui. Sempre que alguém leva uma facada, tesourada ou/e espadada, a câmera evita filmar a vítima de frente ou prefere dar um close no rosto enquanto ocorre a morte, tapando depois o local atingido com litros de sangue falso, fazendo assim de “Muck” um filme com um Gore extremamente inconvincente.

Em relação ao roteiro em si, uma palavra o define. Bagunça! O desenvolvimento dos personagens é construído de uma forma pobre e inconsistente, fazendo com que o público não sinta empatia por nenhum e até torça para os assassinos liquidar de vez com eles, algo que jamais deve ocorrer em filmes deste gênero.

O diretor opta por usar uma narração não-linear, jogando a maior responsabilidade pelo clima de terror nas mãos dos editores e montadores de som. Estes se divertem, sobrepondo todos os tipos de ruídos e cortes, tentando construir a história mais “suja” e perturbadora possível. O resultado é a saturação, com gritos misturados a alta trilha sonora. Nem sempre o excesso de som produz excesso de medo, e este filme é uma boa prova disto.

Diversas vezes, o filme tenta colocar cenas sensuais. Em algumas até se sai bem, em outras, tais cenas são seguidas de um gore muito mal feito resultando em zero de sensualidade e menos um de slasher. A essa altura, nada poderia salvar o filme de um completo desastre.

Quando o público é apresentado aos assassinos da trama, sem clima de terror nenhum, até somos surpreendidos pela quantidade de vilões (no mínimo uns 10), o que acaba sendo bom, dando a sensação de escapatória impossível. Os assassinos, por sua vez, acabam sendo a melhor coisa do filme, possuindo uma maquiagem de filme “B” que agrada o espectador alvo. Mas como eu citei anteriormente, nada salva este filme de um desastre.

Por fim, Muck é um filme sem pé nem cabeça, com personagens detestáveis e mortes amadoras. Nem os assassinos com maquiagens bizarras e expressões assustadoras conseguem salvar esse longa do desastre. Mais um filme de terror desta década que se perderá no limbo do esquecimento, infelizmente teremos que recorrer aos anos 80 se quisermos ver bons slashers.

Muck

Comments

    souza

    (July 18, 2015 - 9:35 pm)

    Achou ruim? bom é o cry wolf jogo da mentira né… aff

    Fernanda

    (September 4, 2016 - 7:13 pm)

    O filme é muito ruim, sem a menor explicação ou coerência para nada, com os personagens estúpidos e vilões sem sentido, o filme começa sem noção e termina sem sentido, a impressão que dá é que são um monte de jovens burros e sensuais jogados em uma história para mostrar o corpo com muito sangue e texto ruim, pura perda de tempo, com certeza vai para a lista dos filmes desprezíveis.

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