Crítica I Quarteto Fantástico

Em 1994 o “Quarteto Fantástico” ganhou seu primeiro filme. O grande problema foi que, mesmo tendo sido rodado, nunca houve a real intenção de ser lançado, assim o longa foi direto para os VHS, ficando esquecido nas prateleiras das vídeo locadoras. O que foi talvez a versão mais fiel aos quadrinhos, também foi a versão mais trash, com um orçamento regradíssimo e um elenco desconhecido. Um filme chato, entediante, que eu tenho que confessar, me fez pular algumas cenas pra chegar rápido ao final.

Em 2005, chegava as telonas uma versão mais pomposa, com um orçamento não tão regrado, e com um elenco até famoso. Pra muitas pessoas, e me incluo nesse muito, esse foi o primeiro contato com o “super grupo”. Na época, eu era uma criança de 12 anos louca para ter super poderes (Qual criança indefesa e que sofria bullying na escola não sonhava ter super poderes?). Ver aqueles 4 nas telas e posteriormente na minha TV (Por que sim, inúmeras vezes eu aluguei o filme do quarteto. Eu já era capaz de falar junto com o filme) era fantástico. Aqueles heróis eram meus ídolos.

Logo em seguida, em 2007 veio a sequência que trazia o surfista prateado, mas eu já não tinha mais 12 anos. Meu interesse por quadrinhos e cinema aumentaram exponencialmente desde os 12 anos, eu havia alimentado bastante esses interesses. Algo começou a me incomodar! Sabe aquela pontadinha de dor, que parece como uma agulha penetrando sua pele? Revendo esses dois filmes essa pontada era constante, e hoje mais do que nunca, eu percebo uma série de falhas, erros, adaptações ruins que esses filmes trouxeram.

As adaptações do Quarteto para o cinema, tem um histórico de fracasso, erros e filmes feitos na correria pra não perder os direitos de filmagem. A questão é,  esse novo Quarteto Fantástico não foge a regra do fracasso, dos erros e da correria. Um filme tem uma série de coisas que são como agulhadas na minha pele.

Tudo começou quando resolveram “inovar” com as origens dos personagens. Um Ben Grimm abobalhado, que tem, sei lá, 4 falas durante o filme todo. Sue Storm adotada? O poder do Sr. Fantástico não é elasticidade propriamente dita, mais sim “a capacidade de distorcer o tempo e o espaço”? Doom disputando com a Jean Grey em X-Men 3? E aquela ” origem” dos poderes? Minha teoria é, tudo que é verde e brilha é do mal! Ah qual é Fox, para de brincadeira com a minha cara! Porque já está ficando feio.

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Além do mais, na minha opinião o elenco não convence! Miles Teller não é carismático o suficiente (e tem sérios problemas de pele). Kate Mara não chega nem aos pés de Jessica Alba, e ok, sou super a favor do uso da tecnologia, mas visualmente, ainda prefiro o Coisa de Michael Chiklis. E aquele uniformes? E o visual do Doom? Um verdadeiro fiasco! E a ação e cenas de luta com o vilão são praticamente inexistentes.

As comparações com os filmes anteriores são inevitáveis, mas não posso e nem seria justo eleger um melhor ou pior, por que na minha opinião estão todos no mesmo patamar. A Fox conseguiu mais uma vez arruinar o que poderia ser um bom filme.

Mesmo assim, algo conseguesse se salvar. Por exemplo, gostei do fato como exploraram os poderes da Mulher Invisível, resgatando a capacidade dela de voar, quando está dentro casulo de energia que ela projeta. As cenas em que ela carrega os companheiros dentro do casulo me lembrou várias cenas dos quadrinhos. Outro ponto positivo, é relacionado com o  poder que o Reed tem de mover os músculos da face para mudar sua aparência. Um adendo, achei esse Victor mais legal, mesmo não tendo nada haver com o original.

A crítica mais especializada tem caído matando no filme. O diretor reclamou no Twitter que a Fox se intrometeu muito no trabalho dele. Fãs estão pedindo que a Fox devolva os diretos para a Marvel.

Não posso dizer que devolvendo os direitos para a Marvel, isso será uma garantia de filme bom, mas com toda certeza a Marvel se sentiria pressionada a fazer algo bom para os fãs (Obrigado Rick por me fazer enxergar isso).

Concluindo, digo que é uma tremenda sacanagem o que a Fox tem feito a o Quarteto. Já que querem mnter os direitos de filmagem, parem de enrolação e façam algo que valha a pena ver, e por favor não custa nada se apegar ao que todos já conhecem, digamos que vcs ainda não são maduros o suficiente para “idéias originais” Se eu recomendo ver o filme? Bem, vai ser bem difícil vocês me virem dizendo “não veja o filme”. Ver um filme sempre será uma experiência, positiva ou negativa. Você pode gostar ou ter propriedade para falar mal.

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